São Paulo sem garoa

Por Carlos R. Briganti

Sobre o livro

São Paulo sem garoa tem um tom altamente introspectivo e filosófico, misturando memórias, reflexões existenciais e episódios históricos. O protagonista, um homem de 78 anos, faz uma espécie de autobiografia contaminada pela subjetividade e pela inevitável distorção da memória. Ele observa a cidade de São Paulo através de suas transformações e se vê como um exilado emocional, alguém desterrado por um amor proibido.

A narrativa se desenvolve em torno de personagens que transitam entre o real e o onírico, como Mario Matos, Doutor Ambrósio e Jacob Lowestein, que discutem filosofia, política e a condição humana. Um dos fios condutores é a morte de Getúlio Vargas e o impacto do suicídio do ex-presidente na identidade nacional.

A cidade de São Paulo, suas transformações, decadências e contradições, servem como pano de fundo para as discussões e devaneios dos personagens.

A escrita se assemelha ao fluxo de consciência de James Joyce, à prosa filosófica de autores como Samuel Beckett e Mia Couto, combinando descrições poéticas, referências culturais e um tom melancólico sobre o tempo e a memória.

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