Sobre o livro
“Observador arguto, homem fino e de fino trato, Osvaldo cativa na primeira conversa e no primeiro texto.
Assim que li as crônicas da sua lavra, senti que ali havia a elegante combinação que torna ímpar um cronista: linguagem adequada, fartas doses de conhecimento histórico, olhar atento, percepção da realidade e dos seus personagens e, sobretudo, nenhuma vergonha de expor os seus sentimentos, a sua visão de mundo.” Prof.
Pasquale Cipro Neto *** “Coletânea que reúne parte de sua produção recente, essa estreia em livro se dá em boa hora e com o pé direito.
São textos primorosos, de delicada ourivesaria, em que tudo é captado com o verdadeiro espírito de um escrutinador que vai fundo, feito um escafandrista em mares tantas vezes navegados – e essas águas são nada menos que sua experiência existencial, profissional e humana -, para extrair o que é verdadeiramente essencial e profundo.
Seu periscópio alcança variados universos, e sua pena flerta com o que muitas vezes nos passa despercebido, mas sob sua prospecção adquirem projeção e humanidade, e, na fluência de um discurso narrativo amalgamado pelo rigor de uma linguagem ágil e cristalina, o autor não se perde em superficialidades nem se aventura em hermetismos, pois mesmo nas crônicas em que se perfilam informações e especificidades, sejam de natureza técnica, econômica ou científica, não se percebe o cacoete do didatismo nem a tentação uma postulação professoral ou hermética.” Ronaldo Cagiano *** Em 2016, Iêda e eu deixamos o cotidiano estressado de São Paulo, com todas as obrigações do trabalho, para mudar de vida.
Aos poucos, deixamos as atividades que nos prendiam e viemos. Lisboa é a nossa cidade e, como no tempo de Dom Manuel, ponto de partida para explorar outros cantos do mundo. Estávamos bem integrados quando veio a pandemia, e a vida mudou.
Ainda não acabou, esperamos a vacina e o remédio que nos devolverá à vida que tínhamos. Se é verdade que a vida voltará a ser como antes… Santos e Sardinha, lisboa em crônicas segue esse rastro. São 39 crônicas, divididas em duas partes, que contam um pouco do nosso percurso em Portugal.
Primeiro, os textos que selecionei para A Lisboa que eu conheço. Depois, fixei meu olhar sobre esta Quarentena que se prolonga há meses.
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