Sobre o livro
O livro descreve um momento de secura interna de uma mulher em crise que decide plantar um jardim de Sálvias. Ao relatar o sofrimento e sua rotina diária enquanto passa pelos acontecimentos da vida, ao invés de rezar para que a dor passe, ela pede a Deus por seu jardim de Sálvias.
Poético, sincero, honesto, delineia o texto com uma poesia que ousa à ruptura da estética e da beleza sem, no entanto, perder a sutileza e honestidade da dor. Essa dor, olhada de um jeito terno, tátil e lúcido em alguns momentos, contrapõe com o descompasso de uma reação súbita de amor ao dia, à vida, aos jardins.
A inutilidade dos aromas da lucidez, essa tentativa inútil de explicar a impermanência vai tecendo a poesia sem tirar de todo a esperança. O livro parece caminhar para um desfecho de resolução, mas interrompe o percurso para um pegar na mão, um abraçar o silêncio e permanecer digna diante de uma catedral de silêncios e uma vastidão interna conquistada depois do deserto.
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