Rio, agosto de 2016 (Coleção ”Rio 2016” Livro 4)

Por r.morel

Sobre o livro

[sinopse]

Tem algo mais anacrônico do que um romance epistolar?!

O narrador-protagonista de “Rio, agosto de 2016” não teve tal questionamento e, distribuído pelas dezesseis cartas enviadas com AR, um extrato das Olimpíadas na capital fluminense se desprende das linhas, parágrafos e páginas escritas com repentinos arroubos poéticos #PopCultPulp na descrição da excelência atlética de mitos como Michael Phelps e Usain Bolt.

Porém, o espaço literário não é restrito aos heróis esportivos. Personagem principal incontestável é a simples vidinha reles cinza e banal atordoada pelos impulsos elétricos olímpicos. Sinopse encerrada. Então, foi assim. ————– [leia um trecho]

“…

nenhum pingo d’água para atrapalhar e, com a participação do público reiteradamente incentivada desde o pré-show, não sobrava muito a se fazer a não ser pular (e nós pulamos), a não ser dançar (e nós dançamos por toda a noite) e sorrimos, rimos, vibramos e estáticos ficamos nos momentos de aflição e com a dúvida “Quem acenderia a pira olímpica?!” que ecoava entre nós e ainda mais esfuziantes a cada uh!

de exclamação a cada coisa bonita que irrompia, de tudo um pouco que você naturalmente viu e reviu e rereviu desde um desfile de Gisele ao solo agrário do Brasil ranhurado pelas influências que o batizaram Brasil (indígenas, africanas, europeias, asiáticas, cada povo relegando um cadinho íntimo do seu em nós); foi mesmo a mais divertida festa na maior festa que poderia existir; cada flash estourado em cada pose de Viviane me diz, sim, como todos os momentos devem ser aproveitados e vistos e sentidos; não precisava de nada mais nessas Olimpíadas…

foi como em um casamento com os noivos arrepiados com tanta gente feliz; uma só coisa, a coisa única; tudo ao redor deles isso (foi melhor que na tevê)… ————– [sobre o autor]

r.morel estudou um pouco de jornalismo, um pouco de cinema, um pouco de tudo, mais disso, menos daquilo, até (enfim!) fazer-se na vida como uma ensandecida (e anacrônica) máquina de escrever frenética e ansiosa digitando e digitando e digitando – mesmo se ganhar milhões na Mega da Virada, ou passar em um concurso público, o vínculo empregatício deveras seguro (e a conta bancária recheada!) não o atrapalharão porque não mais o tentam.

r.morel leu, escutou e segue o sábio conselho de vincent van gogh (pintor holandês): “escreva sempre; escreva 24 horas nos 7 dias dos 30 ou 31 dias do mês”. e como não poderia obedecê-lo se nada mais útil no mundo existe além de trabalhar?! sir, yes, sir!

faca na caveira, missão dada é missão cumprida. rumo aos 1000 livros (… e se apenas um desses transcender o tempo já estamos no lucro…). ————– Divirta-se conosco: popcultpulp.com instagram = @popcultpulp twitter = @editora99cents caixa postal = 90058 T_T

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