Represálias selvagens

Por Peter Gay

Sobre o livro

Peter Gay investiga os romances realistas do século XIX como fontes inesgotáveis de documentação para a compreensão histórica do período. Nos três ensaios que compõem este livro sucinto e brilhante, Peter Gay mobiliza sua proverbial erudição para analisar alguns dos romances-chave do realismo no século XIX: Casa sombria (1853), de Charles Dickens; Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert; e Os Buddenbrook (1901), de Thomas Mann.

O autor demonstra que as obras mais representativas do realismo literário constituem documentos de valor inestimável para o historiador interessado.

A “verdade” da obra de arte, para Gay, é frequentemente mais confiável e informativa que a enorme massa de dados documentais que costuma balizar as pesquisas sobre o período.

No caso sintomático de Madame Bovary, por exemplo, o autor destaca como o incansável apetite investigativo de Flaubert, que consultou centenas de livros para construir a verossimilhança de seus personagens e dos eventos narrados no romance, converte o livro num autêntico compêndio informativo sobre o cotidiano da pequena burguesia provinciana.

O filtro da ficção torna ainda mais aguçadas as vingativas ironias dos três gigantes do realismo europeu, que quando lidos com a devida ênfase documental se convertem em grandes cronistas da história.

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