Sobre o livro
Renée é o livro de estreia de Thomaz Albornoz Neves. Publicado em plaquette em 1987, quando o poeta brasileiro contava com 24 anos, traz 21 poemas sobre a descoberta do amor, seu deslumbramento e sua dissolução.
Esta inédita edição de Renée propõe um exercício conceitual. No lugar do autor traduzindo seus próprios poemas, os oferece em cinco idiomas sem determinar um original. Discorrer pelo sentido dos versos com um vocabulário multilíngue, mas fiel a uma única voz, refrata a leitura, logo a amplia.
Sugere que a poesia é a mesma em qualquer idioma. Em si o poeta não muda, o poema é que varia conforme a época e a cultura. Alguém verá humanismo na proposta, outros uma falsa questão. Não sem certo fundamento.
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Assim por exemplo o Poema VIII: .
Oscurece y volvemos de la ensenada por el mismo galgo de ayer en el embarcadero Su pose de esfinge al viento Si no miramos sentimos las dunas siendo llevadas por el tiempo Desde el balcón el horizonte igual parece pasar sin moverse A la luz de las brasas brilla el biombo de lino crudo Y entre nosotros el océano aún sigue ardiendo de sol en la piel ¿Por qué se escribe?
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Tramonta e torniamo dalla cala dallo stesso levriero di ieri all’ancoraggio La sua pose da sfinge nel vento Senza guardare sentiamo le dune portate via dal tempo Dal balcone anche l’orizzonte sembra passare senza muoversi Alla luce delle braci risplende lo schermo di lino crudo e tra noi l’oceano dura ancora nell’ardore del sole sulla pelle Perché si scrive?
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The sun fades and we return from the cove by the same greyhound of yesterday in the anchorage His sphinx pose in the wind Without looking, we can feel the dunes being carried away by time From the balcony, the horizon also seems to pass without move Under the ember light the linen screen glows And the ocean still lasts burning with the sun on our skin Why write?
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Le jour tombe et nous revenons de la baie par le même lévrier d’hier dans le quai Sa pose de sphinx dans le vent Sans regarder on sent les dunes emportées par le temps Du balcon l’horizon aussi paraît passer sans bouger Dans la lumière des braises l’écran de lin frémit et entre nous la mer perdure encore dans l’ardeur du soleil sur la peau Pourquoi on écrit ?
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Entardece e voltamos da enseada pelo mesmo galgo de ontem no ancoradouro Sua pose de esfinge ao vento Se não olhamos sentimos as dunas sendo levadas pelo tempo Da varanda o horizonte igual parece ir de passagem À luz das brasas rebrilha o biombo de pano leve e o oceano dura em nós ainda no ardor do sol na pele Por que se escreve?
Especificações:
Digital, kindle, 144 pgs.
Idioma: Português, inglês, italiano, francês e espanhol
Ano de publicação: 2023
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