Reminiscências & Garatujas

Por Maria Aparecida da Mota Alves

Sobre o livro

Dona Cida, nos apresentou os originais deste livro que ago- ra você tem em mãos numa tarde com anúncio de chuva, na primeira edição da Feira das Artes organizada pelos coordena- dores de cultura da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Lazer de Redenção, Solange, Alufa e sua equipe.

Convidados como dirigentes da Academia Redencense de Letras – ARL, para expor no Evento, eu e o escritor e Secretário da ARL, Idevilson Bandeira Fernandes estávamos terminando de organizar nosso material, quando Dona Cida, muito simpáti- ca se aproximou com um caderno de espiral abraçado no peito e disse: “Tenho um livro para lhes mostrar”, e pediu que olhás- semos e desse nossa opinião.

Achei muito nobre seu gesto e revelador, havia ali, a nossa frente, uma escritora. Sem o mito de escritor como “ser de outro mundo”. Ela estava ali, a nossa frente, nos pedindo, comparti- lhando algo intimo seu com pessoas desconhecidas. Confesso que a achei muito corajosa.

Típico de quem escreve e quer ser lida. De quem entende que o que criou artisticamente não per- tence somente a si mesma, mas à humanidade. Ao abrir o caderno e ler as primeiras palavras e frases logo percebi que se tratava de uma auto biografia. Sim, um recorte especial da sua existência.

Sem nada de extraordinário, porém encantadora pela riqueza de detalhes e, como o próprio nome da obra diz, reminiscências, lembranças, memórias das suas im- pressões e relações afetuosas intrafamiliar e com os lugares por onde viveu aquele tempo e as pessoas que compartilharam os.

Fui remetido para momentos assim, em que a simplicidade da convivência com quem mais amamos aparece num lampejo de sentimentos que não sei descrever a intensidade de felicida- de. Folheei mais o caderno e vi que a autora organizava suas recordações em partes que mais parecem monumentos vivos.

Ao ler percebemos seus movimentos, leveza e bonitezas. Ficamos muito felizes por tê-la descoberto naquela tarde artística, onde o papel da ARL ali é também encorajar quem escreve a publicar sua criação.

Mas Dona Cida, além de nos mostrar seus originais tinha um pedido-sonho, “me ajudem a publicar meu livro”. Eis aqui seu sonho, que acabou sendo nosso também, realizado. Convido você a adentrar nesse sonho com a naturalidade e originalidade da autora.

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