Relacionalidade e Justiça: o amor como paradigma

Por Lucas Galindo

Sobre o livro

A ciência é uma atividade visionária. Quando o percurso da pesquisa é bem fundamentado e os procedimentos são executados com destreza, é um empreendimento que anseia pela caminhada viva da humanidade, com o objetivo de gerar o bem comum.

Um dos desafios para a pesquisa social é a possibilidade de construir uma abordagem cognitiva da realidade, compondo “sinédoques” (Becker, 2008) com níveis razoáveis de lógica e legitimidade, que permitem a criação de afirmações sobre aspectos da realidade multifacetada a partir do patrimônio alcançado, aumentando assim a possibilidade de realizar uma contribuição válida para o caminho da pesquisa e, assim, para o cotidiano da humanidade.

Este estudo tem como finalidade contribuir para dois objetivos principais:

• Reflexão sobre a abordagem do estudo de caso em sua relação entre teoria e pesquisa, • Interpretação da justiça restaurativa através de alguns conceitos sensibilizadores, tais como dom, bens relacionais, amor social.

Todavia, serendipitivamente, conclui-se com novas aberturas: • Novas perspectivas e contribuições para a metodologia da ciência; • A constatação dos nexos entre bens relacionais e desempenho institucional: políticas públicas e revisão de códigos e sistemas, rumo a uma democracia convivial; • A tomada de ciência da relacionalidade, dom e amor social, como constitutivos da natureza profunda da existência e potenciais catalizadores de saltos qualitativos nas dinâmicas complexas do conjunto da vida.

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