Reflexões sobre meus passos no Caminho de Santiago
Por Luiz Valério Rodrigues DiasSobre o livro
Caro leitor, entendo que a melhor maneira possível de se fazer o Caminho é bem simples: ponha o pé na estrada — pisa e vai! Eu gosto muito de caminhar fazendo reflexões.
Por isso, repousei meu pensamento, em especial, nos últimos 10km, pelo qual consegui descascar vários significados que minha mente e meus olhos viram e sentiram durante os 805km do percurso.
Dessa forma, nos últimos 10km, pude depositar minhas alegrias, dificuldades, diálogos, experiências, meus conhecimentos e desconhecimentos, enfim, sabores e poucos dissabores, tudo isso em curtas reflexões — neste caso, comece pela Parte I: “Reflexões durante os últimos 10km”.
Mas caso queira apenas conhecer um pouco da grandeza e beleza do Caminho de forma rápida, então, basta acessar os curtos vídeos na Parte IV. Além disso, se gostar de poesia, então, comece a leitura direto na Parte III, na qual descrevo o Caminho em versos de rimas gostosas que brotavam no ar.
Lá, em certos momentos, era assim que eu levava adiante meu dia — em gotas de poesia. Nessa parte III, eu resgato história, lendas, mitos e contos de fada que li e escutei ao longo da travessia.
Porém, talvez você queira começar pelo capítulo “A fase adulta: 250km finais até Compostela”, que foi um período muito difícil da minha caminhada.
Nessa fase, destaco que funções transcendentais foram fundamentais para eu superar, por meio de interpretações simbólicas, vários desafios que eram, a princípio, intransponíveis. O tal Caminho de Santiago é mesmo uma jornada de superação.
E se você quiser saber o que é o Caminho, então, comece com as minhas considerações “O que é o Caminho? Como verão neste livro, a vida, é cheia de lacunas do imprevisível. E o Caminho é cheio dessas fantásticas lacunas; umas físicas; outras simbólicas.
Entendo que todas elas te empurram para patamares mais elevados da vida. No Caminho, descobre-se que todos nós, peregrinos, somos filhos da ação e subproduto do pensamento.
Nesse espaço de 805km, há pessoas que te agarram pelas palavras; outras, pelo olhar; outras, pelo sorriso, silêncio, pensamento, beleza ou sentimento. Mais algumas palavras: faça o Caminho para entender toda a sua magia.
Nele, você pode não ser cauteloso e seguir sem ser vagaroso, ou, ao contrário, ser cauteloso, observador, atento, pensativo e seguir bem vagaroso. Este último modelo, acredito eu, seria o trajeto ideal, mas poucos são aqueles que assim procedem. Isso pouco importa.
O que importa mesmo é fazer o Caminho. Então, vamos comigo nessa jornada, independentemente de sua escolha de como ler os capítulos. Boa leitura e boa diversão.
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