Reflexões do I Simpósio MulheRio – 2018: Não se nasce Mulher, Torna–se Mulher: Olhares para o feminino

Por Adriana Moraes Schoenacher

Sobre o livro

Esse livro é o registro das reflexões do I Simpósio MulheRio – 2018: não se nasce mulher torna-se mulher – olhares para o feminino.

Um evento que nasce de um encontro de mulheres que acolhem mulheres, escutam mulheres, atendem mulheres e são atravessadas por questões que costuram a constituição desse ser-mulher-no-mundo-agora.

Uma inquietação toma vulto e desconforto diante dos retrocessos e assimetrias sociais a que viemos sendo submetidas. A escolha do nome ‘mulherio’ é por, enquanto coletivo, abrigar em sua constituição a cidade que sediou esse encontro/debate/diálogo: o Rio de Janeiro.

O Simpósio foi distribuído em 2 dias: 31 de outubro e 01 de novembro de 2018.

Aconteceu em outubro para corroborar e fortalecer a campanha ‘outubro rosa’, mas se delongou por novembro, acreditando que a mulher também é azul, pode ser amarela, quem sabe verde, às vezes vermelha e inclusive ancorar um arco-íris abrigando a diversidade das possibilidades de desejos.

E, em se falando em desejos… O Simpósio foi um espaço de encontro para diálogo, troca, reflexão e, a partir da crença na potência do que é construído junto, um coletivo feminino.

Composto de conferências, mesas, palestras e diálogos – múltiplos olhares ao feminino realizado nas instalações do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas do Rio de Janeiro (CBPF), situado no bairro da Urca.

Dois dias de trocas de saberes e experiências sobre as inúmeras possibilidades de ser-mulher-no-mundo. Apresentando a complexidade a partir dos diferentes ângulos sobre o que é ser mulher.

Deixando à mesa o protagonismo feminino, verificando ‘O que queremos’ enquanto mulheres e construindo uma coletividade.

Conscientes que precisamos discutir o modelo de sociabilidade que queremos, foi um convite a pensarmos as múltiplas expressões do feminino. Mulher é um comportamento? Uma Marca? Um Corpo? São todas iguais em direitos e conquistas?

A MULHER como sujeito foi o que ouvimos. Mulheres protagonistas de inquietações para que o conformismo não nos derrote. Pensando as “diferenças como fagulhas criativas para auxiliar a criar pontes de comunicação” como nos convoca a filósofa ativista Angela Davis.

E aqui está o resultado: toda a potência e vibração que se deu no auditório que abrigou este encontro em formato de livro. Palhaças, Psicólogas, Advogadas, Matemática, Procuradora de Justiça, Assistente Social, Filósofa protagonizando o contar de suas experiências de ser-mulher-no-mundo.

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