Rebanho de Sangue

Por Karen Fonseca Praxedes

Sobre o livro

Rebanho de Sangue

Sinopse Completa – 4ª Capa (versão estendida)

São Paulo, 48 horas após o colapso. A cidade que nunca dormia agora berrando em silêncio: sirenes sem bateria, helicópteros em chamas, avenidas transformadas em valas comuns. No 22º andar de um prédio comercial na Rua Augusta, cinco amigos de faculdade — que outrora discutiam notas de jornalismo e ressaca de balada — barricam-se com mesas, fita crepe e a última esperança de que o mundo voltará ao normal.

Léo, o líder que não queria ser, carrega sete balas e um caderno onde anota cada morte. Mari, a hacker que trocaria o mundo por um sinal de Wi-Fi, ama Léo em segredo e odeia armas em público. Téo, ex-segurança de boate, faz do machado uma extensão do braço e da lealdade um juramento.

Bia, médica residente com mãos firmes e pesadelos mais pesados, conta comprimidos como quem reza. Rafa, o comediante que nunca calou a boca, volta de uma farmácia com analgésicos… e uma mordida no antebraço esquerdo.

A amputação é rápida, brutal, votada em pedaços de papel rasgado. Mas o vírus não morre com o braço. Ele aprende.

Quando Rafa desperta, não é mais vítima. É pastor.

Os zumbis não rosnam mais. Eles escutam. E obedecem.

Agora, caçados pelo Projeto Lázaro — um braço clandestino do Exército que transforma “imunes” em armas biológicas —, o grupo precisa atravessar a cidade morta com um exército de mortos-vivos na coleira. Cada decisão é uma lâmina:

  • Entregar Rafa e ganhar salvo-conduto?
  • Usar o rebanho para libertar São Paulo?
  • Ou cortar a coleira antes que o pastor vire monstro?

Entre becos fétidos da Consolação, túneis abandonados do metrô e a Estação da Luz transformada em laboratório infernal, a confiança se desfaz como gaze ensanguentada.

Mari troca mensagens secretas com os militares. Téo está disposto a matar qualquer um que toque em Rafa. Bia descobre que seu próprio sangue pode ser a verdadeira cura. Léo precisa escolher: salvar a cidade ou salvar o que resta de sua alma.

Porque no apocalipse, a mordida não é o fim. É o contrato.

E o rebanho está faminto.

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