Sobre o livro
Behr engoliu o bê. O nome da capital perde a primeira letra para ganhar breves poemas-biografias de gente que habitou e habita a cidade desejada. Rasília já foi Brasilíada, Braxília, Brasilírica. O que importa é brincar com a cidade-palavra.
Interessa a idade-palavra da metrópole que, aos 60 anos, ganha um livro diferente. Vidas se transformam em versos que sempre leem, veem, ouvem Brasília. A orelha do poeta, atenta, encontra o eco característico de cada um, de todos nós.
Pessoas renascem na imaginação pontual e certeira destes poemas. Rasília é, assim, obra em construção, edifício lírico e gracioso de homenagens aos que ergueram a alma e o corpo urbanos, no decorrer do tempo histórico. Síntese bua de sentir.
Na decisão metodológica (retrato-cena de um brasiliense), um desafio está posto ao leitor: quem vai escrever o poema para o autor? Aquele que “ninguém ama, ninguém quer, ninguém chama de Nicolas Behr”. Quem escreve essa poesia?
Sérgio de Sá Jornalista e professor da Universidade de Brasília.
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