Sobre o livro
Quissamã, outrora um distrito esquecido de Macaé, era um lugar quase mítico, de difícil acesso e cheio de histórias. O narrador, um menino urbano, passava férias lá, onde a vida simples e as tradições rurais contrastavam com sua rotina na cidade.
A viagem até Quissamã era uma aventura, com ônibus velhos, estradas esburacadas e passageiros que dividiam espaço com animais e utensílios agrícolas.
Na casa da tia Sassá, sem energia elétrica ou água encanada, o narrador vivia experiências únicas: cavalgadas pelos canaviais, banhos em rios de água barrenta, pescarias e a preparação de doces caseiros.
A família, descendente de escravos quilombolas, trabalhava no engenho de cana e vivia de forma humilde, mas acolhedora. O texto retrata momentos marcantes, como a morte trágica do cavalo alazão e do pai de Daniel, picado por uma cobra, além das brincadeiras e pequenas rivalidades entre os primos.
A chegada de Marylady, uma visitante da cidade, traz um toque de romance e descontração, com cavalgadas, histórias de bailes e situações cômicas, como o uso do penico à noite, que virou piada no café da manhã.
Quissamã, com sua simplicidade e charme rústico, deixou no narrador memórias profundas de um lugar onde a vida fluía em harmonia com a natureza e as tradições.
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