Quarta–feira às cinco

Por Bárbara Regina Souza

Sobre o livro

Elinor é uma psicóloga formada há dez meses que ainda não conseguiu nenhum cliente, mas quando finalmente recebe sua primeira paciente, acredita que as coisas estão começando a mudar.

O problema é que Leila, ao chegar ao consultório, não fala durante toda a sessão e a única vez que Elinor escuta sua voz é quando se despedem, uma hora depois. Elinor, entretanto, sempre teve uma condição peculiar.

Diagnosticada com sinestesia, ela consegue enxergar cores e formas nas pessoas que revelam suas dores e essências. Suas “auras”, como sua avó costumava dizer. Ela sabe exatamente que tipo de ferida Leila carrega, mas não como fazê-la confiar o suficiente para se abrir.

Mesmo insegura, quando Leila volta para outra sessão, Elinor sabe que não pretende desistir. Ainda que esse caso se torne, a cada dia, mais pessoal.

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