QUANDO O ENTARDECER VIROU MANHÃ

Por SILVIA REGINA BARBOSA DE CASTRO

Sobre o livro

Tudo começou com o falecimento de Isaura, a bela, fiel e apaixonada amiga dos tempos em que a adolescência ainda conservava em si resquícios da inocência da infância, vivida na bucólica Itamarinha.

A constatação da morte solitária e infeliz de Isaura pôs a cidade em estado de choque por dias e deixou em Ana a certeza de que ela precisava agir, fazer algo que impedisse que outros seres e vidas se abandonassem e fossem ignorados, quando as forças tornaram-se insuficientes para tarefas simples do cotidiano.

Ana estava decidida a não mais assistir, de braços cruzados, outro fim de jornada como a de sua amiga querida. Assim surgiu a ideia da república que acolheria e abraçaria outros seres solitários no entardecer da existência. Gente que foi chegando, com histórias de vida comoventes.

Assim, com o auxílio imprescindível de sua família, das amigas Lucinda e da divertida Maria, Ana transformou aquele casarão num lar para os que só precisavam desfrutar de um entardecer digno, sem perder a alegria.

E ela conseguiu muito mais: abraçou pessoas, sonhos, causas e, sem perceber, construiu uma nova família. Esta é uma história sobre pessoas que já concluíram a maior parte da jornada por esse mundo. Pessoas que poderiam ser qualquer um de nós hoje ou no futuro próximo. Não é um livro sobre velhice.

Este é, antes de tudo, um livro sobre a esperança.

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