Psicanálise e filosofia: Métodos para a nadificação dos sintomas

Por Ademar Bogo

Sobre o livro

O papel da filosofia está fundado na razão reflexiva e consiste em perscrutar o sentido último das coisas e da existência humana. O verbo filosofar indica uma ação afirmativa, relacionada com o viver, o pensar e o dizer.

Para as ciências, a filosofia apresenta-se como uma força colaboradora, sempre pronta a ajudar no esclarecimento dos fenômenos singulares, com suas implicações e contradições universais.

O êxito desta empreitada depende da adoção e da elaboração de métodos voltados para as soluções dos problemas filosóficos, identificados com o vir a ser do pensar e do fazer.

Com o intuito de aprimorar o entendimento sobre a essência última das coisas, indo sempre além do senso simplificado da percepção, a filosofia interroga os limites e as consequências do já conhecido e, incentiva a buscar os elementos estranhos do desconhecido.

A relação entre psicanálise e filosofia segue essa tradição. Trata-se de um vínculo profundo, com inúmeras perspectivas, como exposto por Maurice Merleau-Ponty, ao reconhecer no intento de Freud, a presença da realização de uma arqueologia de pretensão filosófica.

A presente obra é inovadora, sobretudo porque busca proporcionar o encontro entre psicanálise e filosofia, trilhando o caminho da aproximação e da junção de seus métodos, bem delimitados pelo autor.

– Antonio Balbino Marçal Lima

– Professor da Universidade Estadual de Santa Cruz, BA.

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