Práticas mortuárias de grupos de línguas Tupi–Guarani: análise de contextos das regiões do Paranapanema e alto Paraná

Por Mariana Alves Pereira Cristante

Sobre o livro

A Arqueologia é uma ciência que se propõe a uma tarefa ousada e difícil: tentar fazer os mortos falarem. Ela é a análise dos vestígios deixados por grupos que viveram em certa área. As práticas mortuárias fazem parte disso.

Trazemos um levantamento de vários lugares dos mortos que a Arqueologia considera como Tupinambá e Guarani de regiões que hoje fazem parte dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.

Também fizemos um compêndio de gestos e práticas em relação aos mortos, a partir da leitura de fontes etno-históricas e da análise de contextos arqueológicos escavados ao longo de quatro décadas.

Isso nos permitiu construir um quadro de onde, quando e como certos grupos sepultavam seus mortos, o que não apenas traz à tona uma rica e complexa relação entre vivos e mortos, como também nos possibilita saber onde esses grupos habitaram antes da chegada dos colonizadores europeus, quais as semelhanças e diferenças entre eles no tocante às práticas mortuárias e como essas práticas se mantiveram e se alteraram com o tempo.

O objetivo principal desse estudo é trazer à tona esse aspecto fundamental da vida, que é a morte, para tentar fazer os mortos falarem e nos contarem o quanto as culturas indígenas do Brasil são ricas e podem ter muito a nos ensinar, e que, longe de serem coisa do passado, são um presente que precisamos conhecer melhor e nos aprofundar em seu universo, para que assim possamos dar a elas o devido valor e respeito.

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