Portas Fechadas

Por Ernesto Veras

Sobre o livro

A história de dois homens, ambos filhos de escravos, que tiveram vidas paralelas.

Almiro Madeira e Adisa Abiodun foram por muito tempo nomes lembrados, um na tradição oral da comunidade negra da igreja católica, e outro, na tradição oral dos terreiros de candomblé do Rio de Janeiro.

Nomes que ficaram mitificados na lembrança das gentes simples que os conheceram em vida e também dos que apenas ouviram contar as histórias da sua força espiritual, do seu vasto conhecimento e da sua santidade.

Eles eram dois homens que conheciam suas origens étnicas e culturais, dotados de um superior conhecimento das tradições e reconhecidos por toda a gente como detentores legítimos do saber religioso, da teologia cristã e dos fundamentos e da linguagem dos terreiros.

E hoje são lembrados e reverenciados na memória da Igreja e dos terreiros como verdadeiros heróis culturais de sua gente. Mas a esmagadora maioria dos seguidores e admiradores de um e de outro jamais ficaram sabendo que eram a mesma e única pessoa.

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