Porque gostamos de dinossauros: reflexões sobre a infância, a escola e o cristianismo.
Por Bernardo WeilerSobre o livro
Minha irmã, normalmente, brinca comigo afirmando que eu não pertenço a esse mundo, e que, provavelmente, eu tenha vindo de um planeta distante. Talvez ela não tenha muitas evidências para sustentar essa teoria, mas essa seria uma resposta interessante para explicar algumas das minhas particularidades.
Eu sempre preferi estar na presença de livros do que das pessoas. Embora hoje, eu entenda a importância das relações pessoais, meus amigos da “hora do recreio” eram C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien.
Os professores da minha escola sempre questionavam meus pais com perguntas do tipo: “por que ele tem dificuldades em aceitar – passivamente – os conteúdos escolares?”; ou “por que ele fala com tanta propriedade sobre dinossauros, e reluta com a matemática?” Na época, meus pais não sabiam o que dizer, mas eu sempre deixava a resposta a cargo de C.S.
Lewis, pois, como ele uma vez disse: “eu descobri em mim mesmo desejos dos quais nada nesta terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo”.
Concordo com ele, e acredito que posso me incluir nesse contexto de “não pertencimento”, mas, já que não há o que possa ser feito em relação a isso, eu sigo tentando caber no mundo.
Convido o leitor – tantos os que cabem – quanto os que não cabem nesse mundo, a ler este livro e caminhar por histórias reais, pensamentos complexos, e teorias de um adolescente que descobriu na leitura e na escrita, uma maneira encorajadora de refletir sobre a infância, a existência dos dinossauros, a escola e o cristianismo.
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