Política e engajamento: reflexões acerca da religiosidade em Barravento de Glauber Rocha

Por Hélton Santos Gomes

Sobre o livro

A presente obra realiza uma abordagem crítica acerca do filme Barravento, 1962, de Glauber Rocha, enfocando a questão religiosa do mesmo, mas sem perder de vista as questões políticas que o envolve.

No que diz respeito à narrativa fílmica o autor busca refletir sobre como o fenômeno religioso interfere na política e no engajamento dos cidadãos em relação a determinadas causas.

Ao percorrer este caminho analítico, o autor realiza reflexões sobre o contexto baiano da época, dando foco às questões que dizem respeito ao processo de modernização da Bahia dentro de um contexto nacional.

Além disso, é realizado também um estudo sobre o cineasta Glauber Rocha, visando compreender suas motivações e influências. Que mundo Barravento retrata nas telas? Quais relações estão presentes neste mundo? Qual a perspectiva religiosa que o filme traz?

A religião impede as pessoas de fazerem a sua própria história? Qual proposta de mudança do status quo o filme traz?

Partindo da premissa do filme de que “a religião é o ópio do povo”, o autor envereda por discussões complexas, já que o filme pode ser interpretado tanto pelo viés religioso quanto pelo viés marxista.

Assim sendo, o autor recorre ao marxismo, à teologia da libertação, ao Candomblé e outros assuntos, com o intuito de dar conta da complexidade das discussões que a obra aborda.

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