Poetas do Minho I: JoÁ¢o Penha

Por Alberto Pimentel

Sobre o livro

Ha quinze dias, João Penha e eu, sentados no mesmo banco do americano, vinhamos do Senhor do Monte para Braga, e conversavamos de litteratura.

Nomes de auctores, nomes de livros, recordações dispersas, do tempo em que elle redigia a Folha em Coimbra e eu lhe enviava do Porto algum insignificante auxilio de collaborador, passavam rapidamente na precipitação{8} tumultuante do dialogo, a cada momento interrompido pelas paragens do tramway, pela entrada e saida de passageiros, pela voz auctoritaria do conductor, que explicava em dialecto calaico: —Bai cheio.

Num ha logar. Tendo João Penha alludido a mais de um dos poetas, que constituiram a constellação academica da Folha, para entrelembrar casos e anecdotas da bohemia coimbrã, disse-lhe eu de repente: —Por que não escreve as suas memorias de Coimbra? —Não tenho tempo, respondeu elle.

Encheriam tres volumes

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