Plutarco. Vidas Paralelas: Aristides–Catão Censor (Autores Gregos e Latinos Livro 61)
Por Joaquim PinheiroSobre o livro
Em diferentes contextos, Aristides e Catão Censor são paradigmas de figuras históricas que se dedicaram à causa pública. Enfrentando obstáculos de diversa natureza, souberam, apesar dos oponentes à sua estratégia política, manter os seus valores.
Por meio da arete e da dynamis distinguiram-se na politeia e atingir a doxa. No entanto, como é muitas vezes inerente à atividade política, isso contribuiu para o ostracismo de Aristides e também Catão Censor conseguiu suscitar a inimizade em vários sectores da sociedade romana.
Plutarco, selecionando um conjunto de ações, evidencia um aspeto que é transversal na história do pensamento político: o coletivo e o privado. Aristides, mais do que Catão Censor, consegue valorizar o sentido coletivo da sua ação política em detrimento do bem-estar individual.
O que para alguns pode ser falta de ambição, para Aristides é respeito pela justiça e pelo coletivo. Quanto a Catão Censor, distingue-se pelo sucesso com que gere o privado, o que pode ser um sinal de mesquinhez ou grandeza de espírito.
No exercício das suas funções políticas, procuraram ambos manter uma conduta moral exemplar, ainda que condicionados por diferentes circunstâncias pessoais e também sociais.
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