Sobre o livro
As propostas apresentadas neste livro partem do diagnóstico de que a produção do conhecimento na área do Direito padece de um problema histórico: repete no campo científico a mesma estrutura da pesquisa técnico-profissional, que é a busca de informações e a construção de argumentos para comprovar a hipótese apresentada, omitindo ou ignorando os argumentos ou informações que podem refutá-la.
Cabe também deixar claro que o seu texto não adota uma postura neutra no campo da epistemologia. Pelo contrário, como será possível perceber na sua leitura, o trabalho adota uma postura baseada, preponderantemente, no racionalismo crítico de Karl Popper.
Isso não significa que é necessário ser popperiano para utilizá-lo, em especial no que diz respeito aos seus encaminhamentos técnicos. Significa apenas que os autores, dentre as tradições epistemológicas apresentadas no próprio trabalho, situam-se assumidamente no campo específico de uma delas.
Nesse contexto, o livro parte da ideia de que é possível pensar pesquisas e ciências do Direito, no plural.
Adotando essa perspectiva, oferece uma visão bastante ampla do processo de pesquisa, da discussão epistemológica às normas da ABNT, passando pelas orientações sobre pesquisa bibliográfica, documental e empírica.
Relativamente à estrutura do texto, ela foi pensada para que cada um de seus capítulos tenha existência autônoma. Nesse sentido, é possível ler apenas um ou alguns capítulos, de acordo com o interesse ou a necessidade do leitor.
Nas situações em que é recomendável a leitura complementar de conteúdos presentes em outro capítulo ou seção do texto, isso está expressamente indicado.
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