Sobre o livro
Personagens conceituais: filosofia e arte em Deleuze se propõe a investigar o papel dos personagens conceituais na criação filosófica. Segundo Deleuze e Guattari, tais personagens são os verdadeiros responsáveis pela enunciação e construção dos conceitos de um filósofo.
Seguindo os rastros da filosofia da diferença, o autor nos mostra que tais personagens não podem ser lidos pelo viés da filosofia da subjetividade – como entidades dotadas de substância e identidade – mas são precisamente potências que se agenciam em um plano pré-filosófico, ou plano de imanência, onde filosofia e arte encontram um ponto de intercessão.
Deste modo, o livro encara uma discussão crucial à filosofia da segunda metade do século XX: a gênese do pensamento filosófico se dá por arranjos e articulações alheios ao próprio conceito, razão pela qual filosofia é encarada não mais como representação, mas como criação.
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