Sobre o livro
“Quem afinal conhece o poeta? Guarda os desejos e instintos em meio a uma casca ou máscara? Um ser fragmentado, ‘uma porcelana colada’ sem preço, onde as lembranças do ‘sabor do café,’ da ‘música dos galos’, inundam a vida de saudade.
Saudade do herói, do ninho, do colo, de tudo que passou e o tempo levou consigo. Encontros e desencontros que tecem uma rede que em seu embalo, busca sentido, indaga ‘QUEM SOU’?
Observa-se em seus versos o momento oportuno do encontro de si mesmo, ‘A sós’ na intimidade do desnudar-se frente ao poema que se concretiza, pois revela o EU que não quer se ver refletido no espelho. ‘E o verbo se fez carne’, pensamento concreto nas páginas desse livro.
O Eu poético retira do porão suas vontades, desejos, pensamentos esquecidos, empoeirados, adormecidos e os joga ao léu num processo de ruptura do tempo passado com o tempo presente. No encontro de si mesmo enxerga além, reconhece a ‘liberdade de estar’, de querer e de ser muito além do que pode ver.”
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