PÁTRIAS LOCAIS, LIBERALISMO | REPÚBLICA: ambiguidade nacional

Por PEDRO CARVALHO DE JESUS

Sobre o livro

Em Portugal a existência de um processo intencional manifesto num inventário intelectual de materialização cultural, já denota na segunda metade de Oitocentos um permanente trabalho de referencialidade identitária; de tal modo, que uma boa parte da activação das propriedades fundacionais, vinculativas e legitimadoras reconhecidas à identidade nacional parece surgir da dependência de uma tal tarefa, por parte dos autores que constroem as suas gramáticas de identidade.

Desta tarefa se mobiliza a capacidade de intervenção produtora de uma “comunidade imaginada” (Andersen, 1983): elaboração de discursos holísticos; inventariação e culto de um elenco de diferenças identitárias em face de uma fronteira exterior; pretensão na elisão de divergências interna.

Assim, nesta pauta histórica sobre as teorizações das narrativas de identidade na cultura moderna portuguesa, entre o século XIX e o século XX, pretende-se agora analisar como se legitimou este processo de coerência, coesão e compactação da identidade em torno da cultura popular.

Só podia ser pela elite senhorial do solar rural e do local e não na elite burguesa urbana.

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