Pássaro Preto – a sina da Matinta: Um conto amazônico

Por Marcelo Freire

Sobre o livro

Pássaro Preto — A Sina da Matinta é um micro-conto amazônico ilustrado que propõe uma releitura contemporânea da lenda da Matinta Pereira, deslocando o mito do campo do terror folclórico para o território da memória, do abandono e da permanência.

Na narrativa, a Matinta não é bruxa nem maldição. Ela é consequência. O resultado simbólico de uma existência atravessada pelo amor interrompido, pela maternidade solitária e pelo silêncio que a cidade empurra para a invisibilidade da floresta. A sina surge não como castigo divino, mas como a extensão forçada de uma vida que não encontrou resolução.

O pássaro preto, longe de anunciar mau agouro, representa o vínculo que se recusa a ser rompido. Um elo tardio entre mãe e filho, sustentado não pela presença cotidiana, mas pela vigília, pela memória e pela insistência em continuar existindo.

Combinando texto e imagem, Pássaro Preto — A Sina da Matinta não é um livro de capítulos, mas uma experiência de leitura contínua. A obra integra o projeto Amazonarts — do imaginário ao digital, que investiga como as encantarias amazônicas permanecem ativas no presente, não como herança do passado, mas como linguagem viva e contemporânea.

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