Paginas Archeologicas: III: SituaÁ¦Á¢o conjectural de Talabriga
Por Félix Alves PereiraSobre o livro
Algum tanto sem o presentir, ao fazer o estudo da ara de Estorãos, (Arch. Port., XII, 36) encontrei-me no limiar de um problema que, de modo definitivo, não se resolverá senão com a verificação in loco de vestigios archeologicos incontrastaveis.
É o problema da trajectoria exacta da via romana entre Aeminium e Calem, da qual não se conhecem milliarios decisivos e sufficientes, especialmente da sua passagem por Talabriga.
O assunto, parcialmente considerado, tem sido alvo das principaes referencias na pugna litteraria em que os paladinos de Agueda, de Aveiro e de Coimbra patrioticamente articulavam preeminencias genealogicas, que é da praxe mencionarem-se em monographias locaes, mas que hoje, quanto a Coimbra (e Condeixa-a-Velha) estão sentenciadas, em prejuizo até heraldico de Agueda[1].{8} Propositadamente, porém, o problema não foi ainda estudado debaixo do seu aspecto geral; apenas por incidente tem sido versada a localização de Talabriga.
Não venho com o proposito de o dar como resolvido, é certo; mas desejo englobar neste estudo um certo numero de considerações, que podem preparar o desenlace d’este ponto controvertido da geographia protohistorica da Lusitania, no campo adequado, e quiçá orientar pesquisas. Onde foi Talabriga?
Até hoje nenhum d’estes indices peremptorios que marcam inilludivelmente a situação das antigas cidades, como para Conimbriga (Condeixa-a-Velha), Aeminium (Coimbra), Bracara Augusta (Braga), Olisippo (Lisboa), Pax Julia (Beja), etc., se nos antolha para dar resposta nitida áquella pergunta
Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.
📄 Salvar PDFAvaliações dos leitores
Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.
⭐ Reviews dos leitores




