Os Sonhos de Joana: O Encontro Marcado no Subterrâneo da Senzala

Por Edna Munhao

Sobre o livro

Nós, escritoras e escritores, somos meros instrumentos sob o comando da história. “Os Sonhos de Joana” me pegou de surpresa e me arrebatou de maneira incontrolável. Aconteceu assim: O dia amanheceu ensolarado e eu havia feito o compromisso comigo mesma de lavar a roupa da semana naquele sábado.

Eu estava particularmente feliz naquela manhã, sem nenhum motivo aparente. Estava apenas feliz de estar viva. A lavanderia fica do lado de fora da minha casa centenária em estilo vitoriano, no Sul da Austrália.

Enquanto colocava a roupa na máquina de lavar senti uma necessidade enorme em sair, respirar o ar puro e sentir o calor do sol aquecendo o meu rosto. Parei em frente à porta da lavanderia e olhei ao meu redor.

Fiquei encantada mais uma vez, com aquela casa de fazenda construída pedra sobre pedra há mais de cem anos. Pensei comigo mesma: Seria maravilhoso se eu pudesse viajar no tempo e visitar todos os moradores anteriores desta casa. Eu desejei ser uma testemunha invisível vinda do futuro…

Boom!

A história me arrebatou e tomou posse do meu cérebro sem pedir licença ou permissão. O sangue corria mais rápido em minhas veias e eu parecia mais uma menina brincando pela primeira vez com a boneca nova, trazida na noite de natal.

Não tentei parar a avalanche de sentimentos que agora explodiam em minha mente. Mesmo porque seria impossível! As personagens desfilavam em frente a meus olhos falando entre si e me mostrando tudo que eu queria saber.

Neste instante percebi que, para mim, era tarde demais, a história havia tomado posse dos meus pensamentos e me dominou pelos próximos meses sem descanso. Corri para o quarto de hóspedes e comecei a colar pedaços de papel na porta de um guarda-roupa antigo.

Os papéis continham a descrição do que eu via em minha mente. Contava o desencadear de fatos e eventos, que agora borbulhavam em minha imaginação. Foi desta maneira que nasceu Joana e Pedro; Gislaine; Jahi; Carlos; Armando; Fernandinha; e muitos outros.

Eles me mantiveram acordada por muitas e muitas noites. Seria possível que a energia vital daqueles que nos sucederam permaneceria vagando no ar, na ânsia de nos deixar saber o que sofreram e o que conquistaram? Será que esta energia jamais descansaria até a história ser contada?

Será que os casarões centenários têm muita coisa a nos dizer? Talvez e somente talvez um dia saberemos! O mais importante é que naquele momento de criação, você e eu nos tornamos uma única pessoa. Sem você tudo não passaria de sonho.

Não haveria razão nenhuma em escrever se não houvesse alguém especial para ler. Foi pensando em você e por causa de você, que o livro nasceu e juntas/juntos demos passagem a mais uma história de amor, mistério, amizade e beleza.

Albert Einstein acreditava que: o passado; o presente e o futuro, são apenas uma ilusão teimosamente persistente. Ele acreditava que tudo o que foi, é e será está presente aqui e agora. Se o tempo é acessível a nós desta maneira e a única coisa que precisamos fazer é saber como ter o controle dele.

Nossa protagonista achou sua própria versão. A história desta mulher maravilhosa assim como você e eu, ou ainda a sua amada, vai alegrar sua alma e fazê-la ou fazê-lo sonhar e se divertir. Divirta-se e espalhe a notícia Sou grata pela sua existência Edna Munhão

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