Os sete erros de Hölderlin

Por Silvio Piresh

Sobre o livro

Hölderlin já traz a falta de sorte no próprio nome emprestado do poeta alemão, também cheio de infortúnios em tudo na vida, seja na obra, com mulheres e amigos.

E o nosso Hölderlin, com a mesma mácula e nome famoso, não foi nada diferente desde a sua primeira infância, quando já aí sofria nas mãos do próprio Deus, também com a sua idade. Um Deus brincando de Deus, segundo o próprio Hölderlin.

Esse “amigo de infância” mijava nos seus sapatos, envenenava seus gatos, azucrinava sua vida, matava seus amores. Era um Deus cruel e vingativo, que tinha especial prazer em fazer o mal.

E nem mesmo sair de Portugal e fugir para este país resolveu o seu problema: Deus já esperava por ele no porto para continuar o bullying e a perseguição, até em pensamento. E assim, em várias situações da sua vida, Hölderlin perdia dedo, dente, rim e até o que não podia perder.

Porque tudo o que não podia acontecer, acontecia com Hölderlin.

Mas Hölderlin, sim, teve uma segunda chance.

E assim como um desenho igual a outro para ver a diferença e os sete erros, começa a segunda parte da história de Hölderlin, recomeçando exatamente a mesma. As mesmas situações e experiências de vida, só trocando nomes, cores, cheiros, sensações e, claro, em vez de Deus, outro amigo para atazanar sua vida.

Sim, a história é a mesma, mas aqui é o Demo que está nos detalhes. Claro que a história tem um desfecho diferente, a partir desses sete erros.

Interessante também é que toda a história é contada por dois curiosos personagens, que vão observando e comentando as diferenças e tudo mais que acontece e deixa de acontecer com o nosso Hölderlin.

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