Os Sete de Chicago: O Extraordinário Julgamento da Conspiração de Chicago

Por Jon Wiener

Sobre o livro

Relançado para coincidir com o lançamento do novo filme de Aaron Sorkin, este livro fornece o contexto político deste famoso julgamento, narrando a total insanidade em que se tornou e revelando tanto as estripulias humorísticas quanto a política séria envolvida nele.

O CENÁRIO NO FINAL DE 1969

Em um ano de forte carga política, no início do mandato presidencial de Nixon e no auge do movimento antiguerra, o Julgamento dos 7 de Chicago (que começou como os 8 de Chicago) reuniu Yippies, ativistas antiguerra e Panteras Negras para enfrentar as acusações de conspiração após os turbulentos protestos na Convenção Nacional Democrata de 1968 em Chicago, protestos que continuam a ter uma notável ressonância contemporânea.

Os réus — Rennie Davis, Dave Dellinger, John Froines, Tom Hayden, Abbie Hoffman, Jerry Rubin, Lee Weiner e Bobby Seale (co-fundador do Partido dos Panteras Negras que acabou sendo excluído do julgamento, o que resultou em sete acusados, e não oito) — satirizaram abertamente o procedimento judicial, mandando beijos para o júri, vestindo togas e levando uma bandeira vietcongue para o tribunal.

Em certo ponto, o juiz ordenou que Seale fosse amarrado e amordaçado por insistir em representar a si mesmo no processo. Somando-se ao teatro no tribunal, uma série de testemunhas famosas passou pela tribuna, entre elas Timothy Leary.

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