Sobre o livro
Bruxa: – Nós vamos juntar nossas forças mentais e espirituais, e fazer com que os meninos de hoje não sejam os homens maus de amanhã. Ou melhor, vamos fazer com que as crianças de hoje cresçam preocupadas com a destruição das florestas.
C: – Legal!
B: – Vamos unir nossas forças mentais, nossos conhecimentos e magias. Vamos, concentre-se! (fazem uma magia)
Elevando a brincadeira a algo muito sério, o teatro de Airton Lima, no seu fazer lúdico, surge como um instrumento, da razão e do sensível, humanamente possível, e necessário, contra o desmatamento da Floresta Amazônica. Traz na sua dramaturgia crítica, de uma sua ciência artística, uma fala que não quer calar “Sem floresta, Curupira não tem onde morar!”.
O autor, no que se apropria de uma literatura folclórica, e seus mitos e crenças da natureza dos tempos antigos, ao tempo em que a submete a uma literatura ecológica moderna, passa não só reelaborar as personagens Bruxa e o Curupira, que apesar de suas diferenças de ser e se fazer no mundo, coexistem, unidos por algo em comum.
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Elevando a brincadeira a algo de muito sério, o teatro de Airton Lima, no seu fazer lúdico, surge como um instrumento, da razão e do sensível, humanamente possível, contra o desmatamento histórico da floresta Amazônica.
Traz na sua dramaturgia crítica, e na sua ciência, a fala que não quer calar “Sem floresta, Curupira não tem onde morar!”.
De caráter artístico e pedagógico, o folclore brasileiro, na sua dimensão estética, para além de reelaborar as personagens Bruxa e o Curupira, situados num dos maiores dramas sociais da modernidade, insere a questão da destruição da Mata Atlântica como pauta para o universo infantil de muitas idades.
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Sobre o autor
Airton Lima, oriundo do Rio de Janeiro, é um artista e educador imerso nas culturas do Nordeste brasileiro. Desde a infância, absorveu influências da vida urbana e das tradições cearenses, moldando sua jornada.
Membro ativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, destacou-se em festivais como Guaramiranga. Sua participação na Bienal-UNE de 2003 foi um marco em sua carreira literária. Como educador, criou projetos inovadores, como “O Baú do Raul”.
Seu trabalho abrange temas políticos e mitológicos, o que reflete sua versatilidade artística. Airton Lima é uma voz relevante no cenário cultural, que une estética e compromisso social em sua obra.
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