Sobre o livro
Folhas dispersas dos meus annos de oiro, Vivo enxame das minhas alvoradas, Tenho zelos de vós, folhas sagradas, As Desdémonas sois de um outro moiro. As brancas horas que eu em sonhos doiro, Essas horas febris, illuminadas, Eil-as fugindo, em tristes debandadas… Levaes nas azas todo o meu thesoiro.
Folhas: subi, voae ao céo tão alto, Que o ceo em estrellas vos converta e mude, Lá nas longinquas illusões que exalto; Como as frementes aguas d’um açude, Levae a Deus, no derradeiro salto, O derradeiro adeus da juventude…
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