Sobre o livro
No final do século XIX, os britânicos começaram a construção de uma ferrovia que passaria por Uganda e faria a conexão entre o porto de Kilindini, em Mombaça, na costa do Quênia, até o Oceano Índico.
Em março de 1898, os britânicos iniciaram as obras sobre o rio Tsavo, na região oeste do Quênia, próxima à fronteira com a Tanzânia. O projeto era comandado pelo tenente-coronel John Henry Patterson.
Durante os nove meses iniciais da construção, dois leões machos sem juba (algo natural aos leões de Tsavo), começaram a espreitar o acampamento e atacavam esporadicamente as pessoas, arrastando os trabalhadores, na maioria indianos (levados pelos ingleses para acelerar as construções), de suas tendas, à noite, e os devorando na relva.
Os trabalhadores tentavam espantar os leões e começaram a fazer fogueiras perto dos acampamentos e levantavam cercas vivas compostas por ramos da árvore de acacia drepanolobium para tentar se proteger, mas sem nenhum sucesso; os leões habilmente pulavam as cercas ou passavam por baixo delas.
Após vários ataques, os trabalhadores começaram a abandonar seus postos e fugir de Tsavo às centenas, pausando as obras de uma das pontes.
O coronel Patterson começou a colocar armadilhas e tentou emboscar os leões à noite, ficando de tocaia numa árvore, sempre no último lugar onde os incidentes aconteciam.
Segundo Patterson e também relatos de trabalhadores, os animais mostravam uma inteligência anormal e quase nunca atacavam o mesmo lugar duas vezes e sempre conseguiam fugir dos ardis dos caçadores.
Após várias tentativas malsucedidas ao longo de diversas semanas, Patterson finalmente matou o primeiro leão, a 9 de dezembro de 1898. Vinte dias mais tarde, o segundo leão também foi morto. Ao longo dos anos, o incidente foi ganhando fama, sendo assunto de livros e documentários.
Vários filmes também usaram a temática do caso, incluindo The Ghost and the Darkness (A Sombra e a Escuridão) de 1996, premiado com o Oscar, baseado no livro a seguir disponibilizado em língua portuguesa.
Ele é um livro autobiográfico escrito pelo oficial militar e caçador irlandês John Henry Patterson . Publicado em 1907, ele relata suas experiências na África Oriental enquanto supervisionava a construção da ponte ferroviária.
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