Sobre o livro
“Divido os textos deste livro entre alguns contos que são muitíssimo bons; outros que são incríveis e, por fim, por aqueles que gostaria de ter escrito, mas a luz da arte de escrever se alumiou na cabeça do Thyago e, a mim, resta dizer, “Queria muito ter escrito isso”, mas não escrevi, e que bom que foi o Thyago, que nasceu no Marajó e que, por isso, tem a exata noção do que deveria ser dito entre tantos sentimentos cinzentos e pesados.” Tanto Tupiassu, autor de Dois mortos e a morte e outras histórias.
“Em Breves, chora-se três vezes antes de ser gente feita. As ruas, de areia encardida e batida, são as únicas testemunhas da angústia. Em Breves, chora-se três vezes antes do fim da inocência. O amanhã sempre devora o passado. Arrancando das árvores aquelas pequenas frutas ainda verdes. Em Breves, chora-se três vezes, e Acácio estava próximo do último.”
Tereza deseja fugir de Breves, mas não é fácil ter a autorização da cidade — só poderá se/quando matar três coisas importantes em sua vida.
O homem velho aguarda alguém para uma derradeira conversa antes de o tempo devorar suas últimas lembranças.
O garoto Acácio retorce seu corpo para uma nova idade a cada choro, mas em Breves só se pode chorar três vezes, e ele está próximo da última.
Essas são algumas das dez histórias de Onde se chora três vezes. Tendo como cenário a cidade de Breves, no Marajó (PA), esses contos trilham caminho pelo fantástico para expressar desejos de fuga, perdão, saudade e reparação.
Esta obra foi produzida através do Edital 2023 de Obras Literárias e Não Ficção da Fundação Cultural do Estado do Pará.
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