Sobre o livro
Ode à amizade Quem somos nós seres humanos? Como vivemos? Como nos associamos? Qua e s i ng ul a n o n p o s s u nt c umul a t a j ui v a nt . (O que sozinho parece impotente, somando a outros se faz poderoso). Estamos condenados, portanto, a conviver. Quais são os caminhos da amizade?
De início e durante muito tempo, prevalece a novidade e a generosidade. O encanto do bom encontro nos enriquece e nos norteia. A conveniência do amável convívio prospera e dá frutos. A convivência se estende por um tempo, em ascensão crescente…
No entanto, somos seres irascíveis, e em algum ponto, nos cansamos de tudo. Aí, um dia, um mostra uma expressão de desagrado que o outro estranha. Logo, há um mal-estar no ar, gerando desarmonia e desandando para desavenças. Feridas surgem já no nascimento do homem.
Elas cicatrizam ou mantêm-se abertas ao longo da vida, tornando a pessoa suscetível. Somos seres sensíveis e delicados. Quando maltratados, nos sentimos ofendidos, magoados, e até brutalizados. Guardamos nossas mágoas em um reservatório psíquico cheio de ressentimentos.
O perdão existe quase só no discurso dos cristãos. Na prática, uma vez que nos sentimos humilhados ou ofendidos, destituídos ou excluídos, é de nossa natureza mergulhar na querela e na busca obsessiva por vingança.
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