Sobre o livro
Objeto Direto reúne um conjunto de 28 poemas em prosa que abordam o lirismo sem ser piegas e trata metaforicamente de questões fundamentais como a liberdade, o direito à vida e a tudo o mais, inclusive discutindo o problema do fazer poético e a função social da poesia, considerada um produto descartável e não essencial numa sociedade marcada pelo consumo e pela produtividade econômica com os seus indicadores meramente quantitativos.
Também questiona a censura no período pré e pós 64, além de refletir os conflitos de um mundo cada vez mais globalizado e marcado pela guerra fria, um período de forte tensão política entre o Ocidente e o Oriente, inclusive com a ameaça permanente até de um conflito nuclear que felizmente não chegou a acontecer, o que faria prevalecer a insanidade.
Os poemas se desdobram em parêmias, que emergem como provérbios ou breves alegorias poéticas tratando do dia a dia das pessoas ou mesmo de fatos como a morte de John Lennon – um sonhador como se definia, que vivia a expectativa de um mundo melhor, mais humano, mais justo e em paz, que é o desejo de todos nós -, ou mesmo do Natal itabunense, com as suas contradições e que acaba numa festa cristã de confraternização e encontro entre as pessoas.
O livro é um libelo e um objeto minimalista, que privilegia o menor em lugar do menor e mostra de forma crítica, que fora da arte e da cultura restam poucas e escassas opções como o retorno à barbárie.
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