O Último Ministro

Por Henrique Agostinho

Sobre o livro

Eu vivi, vi, em primeira mão, essa época burra e também o seu desmoronar. Hoje posso contar-vos como foi. Por sorte, porque fui flutuando no redemoinho dos acontecimentos e transformações.

O que se passou foi simples. A sociedade estava falida, prisioneira de sacrifícios auto-destrutivos, com os quais consumiam muito mais recursos dos que saberiam gerar. Entender as causas das coisas não era então nada comum. E quase ninguém era capaz um pensamento que fosse além do interesse imediato e pessoal.

Excepto ele, que parecia saber bem de mais de onde vinha e para onde ia. Digo parecia, porque não acredito que João Garrett tivesse um plano, ele que nada queria do mal que recebeu.

Mas quem é João Garrett?

* * *

Henrique Agostinho tem algum atrito com a autoridade. Em vez de aprender pela ordem, como os demais, não desiste de procurar um ângulo contrário e daí inventar teorias inconvenientes, sobre economia, política ou gestão, todas demasiado simples para serem levadas a sério.

É assim, desde que aprendeu a ler e escrever sozinho, de forma irregular. Agora, com 4 livros editados, já não vai mudar. O Último Ministro é o último romance que alguma vez irá escrever, pois já que não tem paciência para ler as novelas de outros autores, não espera que outros o façam.

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