O Tempo Roubado: Confissões de um ex–influenciador

Por Henry Bugalho

Sobre o livro

Durante dez anos, Henry Bugalho produziu conteúdo político para o YouTube. Milhares de vídeos. Centenas de milhares de seguidores. Milhões de visualizações. E um dia, aos quarenta e poucos anos, o coração parou.

Este livro não é sobre o infarto — é sobre o que o infarto revelou.

O Tempo Roubado é a confissão de alguém que operou a máquina da economia da atenção por dentro: que fabricou indignação por cliques, que alimentou o algoritmo sabendo como ele funcionava, que vendeu ceticismo como produto. Não é a história de uma vítima das redes sociais. É a história de um cúmplice.

Com a honestidade brutal de quem não tem mais nada a perder e a profundidade filosófica de quem passou a vida lendo os estoicos, Schopenhauer e Nietzsche, Bugalho examina o vício em telas que quase o matou — e descobre que a recuperação é tão suspeita quanto a doença. Que a desintoxicação digital pode ser mais uma performance. Que a dúvida sobre a própria sinceridade talvez seja a única forma de sinceridade que resta.

Este não é um manual de mindfulness. Não há listas de hábitos, exercícios de respiração ou promessas de transformação em 30 dias. É um ensaio filosófico sobre atenção, tempo, burnout e o preço de viver acelerado — escrito por alguém que lucrou com a aceleração e agora tenta entender o que perdeu. Sem garantia de que consegue.

Para quem sente que o tempo está passando rápido demais. Para quem suspeita que o celular está roubando algo que não sabe nomear. Para quem já tentou desacelerar e falhou. E para quem desconfia, com razão, de livros que prometem resolver isso.

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