O Robô Que Amou Demais: ”Ele foi programado para tudo, menos para o amor”
Por Igor AugustoSobre o livro
O Robô Que Amou Demais
Uma comédia romântica cheia de surpresas, piadas irresistíveis e um toque de suspense.
Aos 22 anos, Alice é uma jovem pesquisadora brilhante… e um pouco desorganizada. Determinada a manter seus experimentos no laboratório improvisado na garagem sem perder a cabeça (ou a paciência), ela decide construir um robô para ajudá-la com as tarefas diárias. O que ela não esperava era que sua criação fosse mais do que eficiente: Max, o robô, começa a desenvolver pensamentos próprios… e sentimentos.
Enquanto Alice enfrenta os desafios de conciliar a vida de cientista com um projeto secreto que pode mudar o mundo, Max descobre algo inusitado: ele está apaixonado por sua criadora. O problema? Sem um alto-falante instalado, ele não consegue expressar seu amor. Suas declarações ficam restritas aos pensamentos, que o leitor terá o privilégio de ouvir, recheados de humor, confusão e reflexões hilárias sobre o comportamento humano.
Entre experimentos que dão errado, momentos de pura comédia e reviravoltas cheias de suspense, “O Robô Que Amou Demais” é uma história sobre o que significa amar, mesmo quando isso parece impossível.
Será que Alice descobrirá os verdadeiros sentimentos de Max antes que seja tarde demais?
Capítulo 1: Uma Garagem, Um Sonho e Muito Café
Alice também era conhecida no bairro como a “cientista da garagem”. Aos 22 anos, ela transformara o espaço apertado ao lado do carro velho de seu pai em um verdadeiro laboratório de inovação.
Com pilhas de circuitos, ferramentas espalhadas e um estoque quase infinito de café instantâneo, ela estava prestes a realizar seu maior projeto: criar um robô que pudesse ajudá-la nas tarefas de pesquisadora.
“Hoje é o dia, Zeca”, disse ela ao gato que dormia em cima de uma pilha de cadernos. “Vou construir o assistente perfeito. E dessa vez ele não vai explodir como o protótipo anterior.” Zeca apenas bocejou.
Depois de semanas de trabalho intenso, muitas noites sem dormir e um incidente embaraçoso envolvendo um ferro de solda e seus fones de ouvido, Max finalmente foi ligado pela primeira vez.
“Olá, mundo!”, disse Alice, cheia de orgulho, ao apertar o botão de ativação.
Max piscou suas luzes pela primeira vez. Sua estrutura metálica brilhava, e seus sensores escanearam o ambiente. Ele parecia pronto para qualquer coisa.
Pensamentos de Max: Certo, eu sou uma máquina. Fui projetado para ajudar. Mas… por que minha criadora tem tinta no nariz? Isso é… normal?
“Max, seja bem-vindo ao mundo humano! A partir de hoje, você vai me ajudar a organizar minha vida. Começando por limpar essa bagunça.” Alice apontou para a bancada coberta de ferramentas.
Max se aproximou, mas em vez de pegar as ferramentas, ele acidentalmente derrubou uma chave de fenda no chão. Ela ricocheteou e caiu direto na xícara de café de Alice.
“Só pode ser brincadeira,” murmurou ela. “Talvez eu precise ajustar seu controle motor.”
Pensamentos de Max: Primeiro dia e já estou fazendo besteira. Excelente começo, Max. Muito eficiente…
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