O Refúgio da Felicidade: Duas Conversas Sobre as Bem–aventuranças e o Caminho de Cristo para Alcançá–la

Por Amos R. Wells
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Nosso Senhor não proferiu muitos mandamentos. De Sua boca graciosa procederam muitos convites, muitas exortações, muitos encorajamentos, muitas advertências, mas poucos decretos. As ordens que Ele emitiu, contudo, embora simples, foram tão profundas e abrangentes que obedecê-las não é nada fácil. Quebramos Seus mandamentos muitas vezes todos os dias, porque eles se relacionam com o nosso dia a dia e se infiltram em nossos atos mais insignificantes. Se lhe perguntassem qual dos mandamentos de Cristo é mais frequentemente quebrado, o que você diria? Alguns de vocês poderiam apontar a abrangente ordem: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Mas este mandamento, no original, não é tão impossível quanto parece em nossa tradução para o português; trata-se do modo imperativo no futuro, que não temos em nossa língua. Ela nos ordena a sermos perfeitos, mas no bom tempo que virá, como resultado de nossa constante luta pela perfeição aqui. Cristo proferiu outros grandes mandamentos, como “Siga-me”, “não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”, “Amai a vossos inimigos”, “Dá a quem te pedir”, “Não julgueis”, “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Todos esses mandamentos atingem as profundezas do caráter e as alturas da ação. Cada um deles é frequentemente transgredido, em pensamento e em ação. Mas de todos os mandamentos de nosso Senhor, creio que aquele que é transgredido com mais frequência, mais abertamente e mais inexcusavelmente é aquele que talvez esteja mais frequentemente em nossos lábios, aquele que nos é muito querido, aquele que nem sequer reconhecemos como um mandamento. São as belas palavras que abrem o capítulo favorito de toda a Bíblia, o décimo quarto de João: “Não se turbe o vosso coração”. Interpretamos isso como uma profecia de paz: “Seu coração não será perturbado”. Interpretamos como uma promessa de ajuda: “Eu removerei seus problemas”. Interpretamos como o canto compassivo de uma mãe: “Calma! Calma! Não se preocupe! Tudo vai dar certo”. Sem dúvida, todos esses pensamentos estão presentes no versículo, mas incidentalmente e como consequências. No entanto, em sua essência, quando Cristo disse: “Não se turbe o vosso coração”, Ele estava proferindo um mandamento tão rigoroso, senão tão severo, quanto qualquer outro no Decálogo. É uma convocação à ação, e não à paz; a lutar contra nossas preocupações e não a nos conformarmos com elas. Não promete alívio, mas nos ordena a aceitá-lo. Não é um consolo a ser recebido ou rejeitado, mas uma ordem a ser quebrada ou cumprida. É por nossa conta e risco que deixamos nossos corações se perturbarem. E, no entanto, quem não se preocupa? E quem, mesmo entre os cristãos santos, considera sua preocupação um pecado mortal? Preocupamo-nos quando crianças, quando jovens, quando homens e mulheres maduros, e nos preocupamos até a morte. Preocupamo-nos com pratos quebrados, planos frustrados e corações partidos. Preocupamo-nos com vestidos rasgados e amizades desfeitas. Preocupamo-nos com o medo de que o pão não cresça e com o medo de perdermos nossos empregos. Preocupamo-nos com uma palavra zombeteira, com um discurso hesitante, com uma dívida impagável e com um dedal perdido. Abrimos os olhos para as preocupações pela manhã e as encaramos na escuridão da noite. Não lutamos contra nossas preocupações: nós as mimamos. Temos até orgulho delas, como se comprovassem nosso discernimento. Uma mente de serenidade inabalável, pensamos, deve ser uma mente superficial e desatenta. E ali, confrontando-nos em meio a toda a nossa preocupação, está aquele mandamento magistral: “Não se turbe — não se turbe — NÃO se turbe o vosso coração”. Certamente este é o mandamento que é mais frequentemente quebrado.

Características do eBook

  • Autor(a): Amos R. Wells
  • Categoria: Autoajuda

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