O que Sócrates diria: Uma introdução à filosofia através do método socrático
Por Peter KreeftSobre o livro
“Para haver um diálogo, é preciso não uma, mas duas mentes. Sócrates não faz pregações nem monólogos, ele faz perguntas e dá respostas. O diálogo é um relacionamento interpessoal contínuo e, não raro, dramático — trata-se de uma história.
Indagar é uma ação muito mais cheia de vida do que discursar, pois é o raciocínio ocorrendo em tempo real. Dar uma aula ou fazer uma pregação sobre um tema implica que o raciocínio já tenha ocorrido, e agora está apenas sendo transmitido para outra pessoa.
A ‘dialética’ socrática nos mostra o caminho e o destino, nos mostra o processo do pensar (e nos inclui nele como atores), processo esse que é tão importante, e sem dúvida tão interessante, quanto o resultado […].
Os diálogos deste livro são imitações imperfeitas dos diálogos socráticos conforme transmitidos por Platão, e o meu Sócrates é uma imitação imperfeita do Sócrates real.
Meu Sócrates, assim como o real, emprega o famoso método socrático de ensino, mas não o tempo todo — ele não é apenas um personagem feito para encarnar o método. É também um amigo, um mentor e um guru para seu aluno Nat Whilk. Esse Sócrates fictício sou eu.
O método, conforme usado por Platão, é muito mais sofisticado do que o que aparece nas conversas entre os meus dois personagens. Por isso aqui também me adentrarei em seu conteúdo mais completo, do qual esses diálogos são imitações parciais”.
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