O Que Fica Depois do Rio: Um romance sobre o que a distância não apaga
Por Dyana FernandesSobre o livro
Luísa Monteiro voltou a Vila Serrana do Caraípe com uma missão simples: vender a casa da mãe e voltar para São Paulo. Sete anos de ausência, um velório que não veio, uma culpa que não tem nome ainda.
Tomás Ferreira chegou à mesma vila como engenheiro responsável pela reconstrução da barragem local — uma barragem cujo esvaziamento emergencial, anos atrás, inundou a várzea e desfez o que três famílias haviam construído. Ele assinou o laudo. Nunca esqueceu.
Quando uma chuva fora de época alaga as estradas e os prende juntos por dias, o que emerge não é romance fácil. É o que cada um havia enterrado: ela, a culpa de ter partido sem olhar para trás; ele, a culpa de ter ficado e feito escolhas que afetaram gente real.
Mas há um terceiro personagem nessa história — a mãe de Luísa, Dona Rita, que foi ao bar toda semana durante oito meses tomar café com um engenheiro que ela tinha razões para odiar, e nunca disse nada para a filha. Que plantou acerola no quintal quando estava sozinha. Que escreveu num caderno, três semanas antes de morrer: Luísa vai voltar. Eu sei.
Ambientado num interior nordestino fictício à beira de um rio que já secou e voltou várias vezes, O Que Fica Depois do Rio é uma história sobre pertencimento como forma de coragem, sobre responsabilidade sem autopunição, e sobre o tipo de perdão que não exige palavras — só presença.
O primeiro volume da série Entre Margens.
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