O Prato Azul–Pombinho

Por Cora Coralina

Sobre o livro

Versos… não… Poesia… não… Um modo diferente de contar velhas histórias. Assim, Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, escreveu sobre sua produção literária. Aos 75 anos, publicou seu primeiro livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.

Nele foi editado o poema “O Prato Azul-Pombinho”, escrito com rara sensibilidade. Nessa nova edição, as ilustrações de Ângela Lago traduzem o clima do contar e recontar histórias.

Nos versos, mescla-se a lenda da princesa Lili – criada e contada pela bisavó da autora, a partir dos desenhos do fundo do prato -, e as lembranças de sua infância em Goiás Velho.

Era um prato sozinho,/ último remanescente, sobrevivente, sobra mesmo, de uma coleção,/ de um aparelho antigo/ de 92 peças. Isto contava, com emoção, minha bisavó. Um dia o prato apareceu quebrado. Cora é considerada culpada. A punição?

Levar no pescoço, amarrado em um cordão, um caco do prato quebrado.

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