O Pavilhão dos loucos amores

Por Pio Furtado

Sobre o livro

Uma jovem psicóloga e o seu inseparável orientador, um velho e doente psiquiatra. Um manicômio resistindo às pressões do movimento anti-manicomial numa sociedade hipócrita que desleixa e abandona os seus doentes mentais.

Com rara percepção e maestria, o autor, à fundura, passa das descrições físicas para o esmiuçado detalhamento dos traços psicológicos e comportamentais dos internados naquele hipotético hospício, na linha, romanesca, de que quem vê a cara, o coração (e a mente) também vê.

Uma forma diferente de amar, totalmente desconectada dos padrões usuais de comportamento, e de sanidade – a felicidade das coisas insignificantes. Amores que, talvez, não se gostem às mesmas horas. O amor como salvação da mais profunda solidão.

Neste seu sexto romance, PIO FURTADO, surpreendentemente, com gnose, cognição e intimidade, se atreve a adentrar nos abismos da loucura humana.

Então, contando as suas histórias, tipos e arquétipos psiquiátricos vão desfilando aos olhos dos leitores, que haverão de extrair-lhes – assim, ao menos, imaginou o autor – apesar das insanidades, o que ainda lhes resta de mais nobre, a alma.

Sim, porque, deveras, sem requinte de sofismas, eles, os loucos, também as têm…

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