O Parasita.: Querer–te Junto de Mim Para Irmos…

Por Wilian Miguel Barboza De Souza Rosa

Sobre o livro

Tudo é infelicidade, ás palavras, a mente em si presa dentro de um mundo remoto

glorificado por paranoia. Nada faço, repouso numa cama esbarrado perdido na

escuridão observando o teto. Asneiras de mente perturbada, loucura extremada.

Paranoias, bernes negros, ruído distante de carne sendo dilacerada, mastigação

infernal. Estrondoso ruído que tudo corrói. Que diabos de vida é essa, meu Deus do

céu! Querer-te para junto irmos… Se tudo não é ilusão, idealização funcionada

prescinde-se relativizar, coadunar com escândalo pavoroso. Ao passado distante de

uma história já sem fim, coabitar com homem… Concordar com leviandade

apocalíptica é a essência humana. Para junto irmos, querer-te para junto de mim

nos apossarmos do que é nosso. Entes de concordância possíveis.

Meu nome é Evandro Moura. Sou mais conhecido como Doutor

Mourão. Sou psicólogo e psicanalista formado a mais de vinte e quatro

anos. Tomo agora as palavras para falar de um paciente. Trata-se do

paciente que residia no quarto 106. Este é um caso raro e que muito

ainda intriga desvenda-lo.

Este paciente se perdeu em algum momento de sua vida creio.

Saber que este homem tinha família. Uma casa confortável. Levava

uma vida normal. Como quase todos os homens desta terra.

Mais em um determinado momento se perdeu numa profunda

loucura. Ele falava sempre de um ruído incomodo causado talvez por

um parasita que se alojou em sua cabeça. Porem fisiologicamente o

funcionamento do seu cérebro era normal.

Narrava sempre uma paranoia enlouquecedora. No entanto,

nossos procedimentos psicológicos em vista um tratamento nada

acusava. A estrutura de seu cérebro remetia fisionomicamente a

normalidade plena.

Quando achei seus escritos em meio aos seus pertences estes me

chamarão á atenção. Fui imediatamente fisgado por sua historia. Historia está no mínimo fardada a um lapso desestruturado da

realidade. Pesou saber o que este homem viveu e viu em seus relatos.

O que este tomou como certo. Acredito que a mim foi triste

engano. Mas irremediavelmente levou á deter-me para não me sujar.

Acreditei ao lê-lo e demonstrou-se que este me queria tanto quanto

dizia para meus ouvidos acanhados, querer-te junto de mim para

irmos…

O incomodo e perturbação desta pobre alma me levou ao

inacreditável. Uma curiosidade nasceu em mim com relação a este ser

que abitou este mundo.

Nada mais tinha a dizer ao não ser crer. Tomei cabo de conhecer

a vida deste homem. Por conta própria fui investigar a vida que levava

este ser que se enclausurou num mundo alusivo e a mais extrema

expressão imaginativa.

Deparei com colossal surpresa. Tudo neste fugiu a qualquer

padrão ostensivo de alma estranha e depravada.

Penso que viveu o que poucas almas acanhadas alcançarão.

Concluo que só de sua escrita bebi porque de resto ninguém sabia

dizer desta pessoa. Nada achei sobre este que desse certeza de sua vida

vivida.

Rastros e lastros de mente melancólica e diabólica que apanhei

em meio aos escombros de um mundo que ruiu e junto de si

desmoronou para o nada.

Penso que não o encontrei e quem o encontrará? Contentei-me

em fazer notas de sua possível identidade. Minha racionalidade de

sempre imperou sobre a mediocridade relatada das experiências deste

ser irônico tanto quanto perigoso á mentes despercebidas.

Desejei-me boa sorte á certa altura quando no auge de minha

análise comecei-o enxergar, nebulosamente. Agora me presumo como

curado e o desejo boa sorte!

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