O Mito Político: Entre a Magna Carta e os Parlamentaristas Ingleses
Por Sebastião de AraujoSobre o livro
Na Inglaterra do século XVII é inegável a persistência de temas medievais e de princípios teológicos.
Ao mesmo tempo em que a Reforma Protestante minou o poder da Igreja, renovou o interesse na Bíblia como fonte subjetiva de fundamento de poder, entretanto a Bíblia, por sua linguagem ambígua, foi utilizada para a defesa de ideias visivelmente contraditórias, atendendo a grupos divergentes naquele momento de luta política.
Fazia-se necessário então algo que contrariasse diretamente a opressão monárquica e superasse os argumentos metafísicos de legitimidade do poder. Um documento do século XIII serviu prontamente a esse papel: a Magna Carta das Liberdades.
Este livro analisa o uso daquele documento histórico da Idade Média inglesa como mito político pelos revoltosos partidários do parlamento inglês do século XVII e sua influência nas revoluções e nas transformações sociais e políticas promovidas neste período.
Conduzindo o estudo, à luz da Análise de Discurso e da teoria do mito político, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, de documentos históricos do século XIII e XVII – incluindo a Magna Carta inglesa em sua redação original, traduzida pelo autor – este livro alcança com êxito e consistência o objetivo de demonstrar a linguagem mítica presente nos discursos políticos dos diversos grupos envolvidos nas revoluções e transformações sociais e políticas do século XVII.
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