O Mistério Das Moedas De Elis

Por Adeilson Nogueira

Sobre o livro

Elis foi tratada com singular injustiça. Dificilmente se poderia supor que uma cidade-Estado tão alta na estima do mundo antigo fosse inteiramente destituída de moedas, e foi considerada uma das anomalias mais notáveis nesse ramo do conhecimento que nenhum desses espécimes foi encontrado.

Várias moedas, com a inscrição ΦA-ΛEI-ΩN (FALEIOIS), eram conhecidas dos escritores numismáticos mais antigos, e por sua ignorância do digamma e do dialeto dórico, foram estranhamente atribuídas aos Falisci na Etrúria.

Sestini foi o primeiro a se livrar do erro há muito estabelecido, convencido de que elas seriam uniformemente encontradas na Grécia, de que não poderiam ter sido cunhadas por um povo tão distante quanto os Falisci; mas teve a infelicidade de cair em erro tão grande como aquele de que escapara.

Aventurou-se a sugerir que as moedas eram originárias de Falero, o porto de Atenas.

Depois de muita incerteza, Explicou que a primeira letra era a antiga letra grega digamma, e que a segunda era o H dórico e que a palavra inteira ΦA-ΛEI-ΩN (FALEIOIS) deve ser vista, sem a menor diferença, na conhecida inscrição que Sestini havia encontrado em Elis.

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