Sobre o livro
No verão de 1910, no Rio de Janeiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, um corpo de uma mulher morta aparece boiando nas águas turvas e plácidas daquele braço de mar.
O que chama à atenção da imprensa e da polícia da época é uma estranha tatuagem, feita à navalha, nas costas do corpo da moça e que parece expressar uma frase enigmática, que se torna ilegível à primeira vista devido à ação dos peixes que dilaceram boa parte do tecido da pele da defunta.
Teria sido suicídio? Simples afogamento? Ou assassinato?
A polícia não se compromete muito em desvendar esse mistério, mas um jovem, inteligente e irrequieto advogado de nome Rodrigo Fragata, com a ajuda de dois amigos, o médico Eugênio Godinho, recém-chegado da Inglaterra, e o velho capitão reformado do exército Getúlio Flores, empreendem uma investigação paralela, sutil e sigilosa, na tentativa desvelar um caso que se mostra cada vez mais complicado na medida em que eles avançam na apuração de fatos que começam revelar informações bombásticas e comprometedoras para políticos, figurões da jovem república e personalidades importantes das relações internacionais.
Gilmar Duarte Rocha, com essa estranha história, enriquecida por desenhos em estilo vintage, oferece-nos além de um épico repleto de magia, segredos ocultos e muita ação, um painel de uma época de formação do estado republicano brasileiro, onde ilustra o papel da classe dominante e aristocrática; os profissionais liberais; os artesãos, os escravos libertos e sua luta pela sobrevivência.
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