O Manejo do Discurso: O Resgate da Subjetividade na Clínica da Reforma

Por Daniel Figueira

Sobre o livro

Objetivo neste trabalho oferecer possibilidades de se pensar resoluções às seguintes questões: como desconstruir o estigma da doença mental? Como produzir subjetivação no processo diagnóstico da clínica em reforma? Como maximizar a potencialidade da clínica do sujeito?

Como evitar que a operacionalização do Movimento da Reforma Psiquiátrica se torne um novo instituído ou se transforme em modos mais sutis de segregação do ‘louco’?

Como transcender a cômoda posição de onipotente decorrente do status de doutor compartilhando este poder com o cliente que demanda atenção e cuidados?

A relevância do tema resulta fundamentalmente da necessidade de se produzir estratégias alternativas para lidar com a questão da loucura que permita resgatar sua natureza intrinsecamente humana.

Portanto, a importância está em poder contribuir para a elaboração de planos de ação profissional que deflagre um processo de desconstrução do discurso tecnocrata da doença mental, e em última análise colaborar por uma perspectiva que beneficie genuinamente a situação de toda uma sociedade alienada por uma instituição que, a meu ver, mais tem fabricado doença que esclarecido a miséria de seu próprio saber, o espetáculo de uma pseudociência com seus respeitosos fantoches e pantomima médica.

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